segunda-feira, 15 de março de 2010

Entenda o Reinado Sombrio!

Adriano de Souza, Nano Souza, Nano Falcão... Se tratam da mesma pessoa. Ou não.
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
O Reinado Sombrio da Marvel
Em janeiro chega ao Brasil a nova fase da Marvel, “Reinado Sombrio”. O “evento” é conseqüência direta de Invasão Secreta, onde Norman Osborn (o ex-Duende Verde, das histórias do Homem-Aranha) se torna herói mundial após matar a Rainha Skrull diante das câmaras. Se por um lado “Invasão” foi um fiasco de várias formas – já criticadas aqui nesse blog – Reinado Sombrio é o oposto: tem sido uma boa história até aqui.

O resumo da ópera: Osborn ganha as chaves do “reino”, ou seja, a Iniciativa. Tudo aquilo que o Homem de Ferro criou – forçar os super-heróis a serem registrados com o governo e estarem sobre comando de um departamento chamado Iniciativa – agora passou pras mãos de um dos maiores super-vilões da história da Marvel.

Como um dos leitores que ficou do lado do Capitão América contra a lei de registro, estamos todos com um sorriso besta na cara: O Capitão avisou. Stark fez toda essa lambança achando que não teria problema, porque ele, um sujeito de “boas intenções” estava no poder. Mas conforme disse Rogers em determinado momento de Guerra Civil: “Um dia tanto poder vai cair em mãos erradas”.

Pois caiu. Tony Stark preparou a cama, e agora Norman Osborn deitou nela. Ele comanda todos os super-heróis da América. Mas continua sendo o vilão de sempre. De imediato, ele reúne as figuras de maior poder do mundo superhumano e reconhecidamente sem muitos escrúpulos: Doutor Destino, monarca da Latvéria; Capuz, o novo rei do crime; Loki, deus(a) de Asgard e inimigo de Thor; Namor, o príncipe submarino; e Emma Frost, a co-líder dos X-Men!

Namor e a Rainha Branca estarem na “Cabala” (como a sociedade secreta é conhecida) não é tão estranho quanto parece: Namor começou sua carreira como inimigo da humanidade, e nessas décadas todas o “mundo da superfície” apenas piorou sua relação com os atlantes. Já os X-Men deixaram de acreditar na integração entre humanos e mutantes, e tem a sua própria sobrevivência como prioridade. Emma Frost, mais uma vez, irá fazer o que for preciso para garantir a sobrevivência dos mutantes. Inclusive compactuar com os vilões, como na sua época de Clube do Inferno.

O pacto que Norman propõe é de auto-ajuda. Ao invés de combater as grandes ameaças a humanidade – Doutor Destino, um terrorista conhecido; Capuz, líder do crime organizado; Loki, dos deuses asgardianos que estão vivendo nos EUA; Namor, líder dos atlantes, nação belicosa a América; e Emma Frost, da tão temida “ameaça” mutante – Osborn INTELIGENTEMENTE pensou em fazer o que Stark nunca fez, ou seja propor um acordo: ele vai dar o que eles querem, e assim as coisas vão parecer em paz, os EUA vão ficar feliz, e Norman vai continuar sendo o herói do dia.

Por isso, ele devolve o Doutor Destino ao seu país e ao seu trono (ele tinha sido preso pelos vingadores do Homem de Ferro); promete ao Capuz que vai olhar pro lado enquanto sua quadrilha pratica crimes; promete a Loki que vai ajudá-la a derrubar Thor e colocar Asgard de volta nos céus (e longe da América, como o governo e o povo quer); Promete a Namor que os atlantes não serão mais perseguidos; e a mesma coisa para Emma Frost, em relação aos mutantes, desde que eles não causem mais problemas aos EUA.

Politicamente, Reinado Sombrio é um salto de qualidade da Marvel e do próprio Brian Michael Bendis, que tinha demonstrado alguma ingenuidade política em Invasão Secreta, mais aqui parece estar mais antenado, quase tanto como um Mark Millar (o escritor da Marvel que mais entende de política hoje em dia).

A Marvel deu uma bola dentro quando permitiu Reinado Sombrio: imagine a vida dos super-heróis se os vilões fossem os reis da cocada preta e isso fosse a coisa mais normal do mundo? Pois foi isso que aconteceu, os caras maus venceram, e a vida dos heróis vai se transformar num inferno. Toda aquela estrutura que o homem de ferro (mui amigo) montou pra perseguir super-heróis não registrados, agora está nas mãos do Duende Verde. E enquanto os vilões agora se travestem de super-heróis, os super-heróis (inclusive os anteriormente registrados) agora são inimigos públicos e perseguidos pelas forças da Hammer (a substituta da Shield, que foi desmantelada pela ONU).

Chega a ser irônico ver o Facista de Ferro, Tony Stark, de repente se tornar o Homem mais procurado do mundo, no excelente arco de histórias da revista do Homem de Ferro, e sentir na pele o que o Capitão América sentiu. Bom, Latinha, aqui se faz, aqui se paga. E a vendida da Miss Marvel, agora vive a vida dos Novos Vingadores que tanto perseguiu.

Pesquisa:blog nano souza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário